Presidenciais 2016
Período em análise: 1 a 7 Dez 2015
A corrida para Belém em 2026 está a jogar-se, cada vez mais nas redes sociais. Na semana de 1 a 7 de Dezembro de 2025, a FOXP2 mostra um campo presidencial altamente competitivo nas redes sociais, com estratégias muito distintas entre candidatos e, uma assimetria enorme entre volume e qualidade de engagement (envolvimento).
Ao mesmo tempo, as sondagens apontam para um cenário de grande fragmentação. Esta tensão entre dados de sondagens e dinâmica digital é o pano de fundo da semana.
O que a semana nos disse:
1. Ventura é o rei do volume, mas não monopoliza a atenção qualificada. Outros candidatos conseguem taxas de resposta mais altas com bases menores. Um sinal de nichos muito motivados.
2. O centro político está a aprender a jogar nas redes sociais. Cotrim, Seguro e Marques Mendes usam debates, newsletters e conteúdos em formato storytelling para tentar compensar a menor radicalização das suas mensagens.
3. Influência cruzada entre TV, rua e feed. As curvas de engagement acompanham de perto os momentos televisivos fortes, mas a forma como cada candidato recicla esses momentos nas redes faz a diferença.
4. Candidatos outsider scom comunidades pequenas, mas densas (como Jorge Pinto), podem não ganhar a eleição, mas moldam a agenda temática, forçando os favoritos a responder a temas como clima, democracia participativa ou imigração.
5. Para a próxima semana, o desafio para todos os candidatos é o mesmo: transformar picos de atenção em narrativas consistentes.
1. Quem ganhou a semana em volume: a máquina Ventura
No ranking de engagement total, André Ventura surge num campeonato próprio, com mais de um milhão de interacções na semana analisada, várias vezes acima do segundo classificado. O seu ecossistema digital continua a funcionar como um movimento de militância, altamente mobilizado e habituado a reagir e partilhar em massa.