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Presidenciais 2026: O que Dezembro nos diz sobre a campanha?

Semana 1 a 28 Dezembro 2025

O mês de Dezembro em relance:

André Ventura controla o megafone, outros controlam melhor a relação com o público.

O campo do centro e centro-direita (Seguro, Cotrim, Gouveia e Melo, Marques Mendes) mostra maturidade digital e consistência.

A esquerda (Catarina Martins, António Filipe, Jorge Pinto) explora bem causas e nichos, com comunidades pequenas mas muito reactivas.

1. Ranking de seguidores: Ventura em modo “canhão”

Nos seguidores totais, não há grande dúvida:

  1. André Ventura está numa divisão à parte, com uma base gigantesca;
  2. Depois, um segundo pelotão formado por Catarina Martins e João Cotrim de Figueiredo;
  3. Num escalão intermédio aparecem António José Seguro, Gouveia e Melo, Marques Mendes, António Filipe e Jorge Pinto.

Em termos de percepção pública, isto significa que:

  1. a direita populista e as figuras mais mediáticas continuam a dominar o top-of-mind;

  2. mas o campo não está deserto para os restantes – apenas menos vistoso à primeira vista.

2. Crescimento de seguidores: o jogo ainda está aberto

Quando passamos do stock ao fluxo. Quem está a ganhar seguidores agora?

  1. Ventura ainda é o maior íman de novos seguidores.

  2. Cotrim de Figueiredo e Catarina Martins mostram um ritmo de crescimento muito competitivo, provando que há procura por alternativas mais programáticas.

  3. Jorge Pinto volta a aparecer bem posicionado, o que reforça a eficácia das campanhas de nicho com mensagem clara.

  4. Gouveia e Melo, Marques Mendes, António José Seguro e António Filipe não explodem, mas crescem de forma sólida e continuada.

Não há monopólio da atenção nova. Quem tiver disciplina de conteúdo ainda pode ganhar terreno.

3. Taxa de engagement: a liga da eficiência

Na taxa de engagement (interacções por seguidor), o pódio muda de cor:

  1. Gouveia e Melo lidera a eficácia, conseguindo tirar muito partido de uma comunidade de dimensão média.

  2. Cotrim de Figueiredo aparece logo a seguir, com uma base altamente reactiva a debates, entrevistas e posições fortes.

  3. António José Seguro completa o top 3, provando que o registo mais institucional ainda funciona se for consistente.

  4. António Filipe, Catarina Martins e Marques Mendes apresentam também taxas de engagement robustas.

  5. Jorge Pinto e André Ventura ficam abaixo deste bloco, e Joana Amaral Dias é penalizada por uma comunidade grande mas pouco activa nesta fase.

4. Deep engagement: quem vive permanentemente em debate público?

Quando olhamos para o número de comentários, o chamado deep engagement, o gráfico volta a ter um campeão isolado:

  1. André Ventura acumula centenas de milhares de comentários, num misto de apoio fervoroso e oposição ruidosa.

  2. Depois surgem António José Seguro, Gouveia e Melo e Marques Mendes com volumes relevantes.

  3. Um segundo bloco, com António Filipe, Cotrim de Figueiredo, Jorge Pinto e Catarina Martins, mantém a conversa viva, mas com menos intensidade.

Vale a pena separar dois mundos:

  1. Comentários de apoio vs. conflito: em André Ventura, a fricção é parte do modelo de negócio político.

  2. Comentários programáticos: mais frequentes em Gouveia e Melo, Seguro, Cotrim ou Jorge Pinto, onde se discutem propostas, experiência, liderança.

Para a reputação, isto significa:

  • mais comentários = mais visibilidade e mais risco;

  • quem domina o deep engagement está sempre a um post de distância de ser mais sensível a opiniões negativas ou positivas.