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Presidenciais 2026: o que dizem as redes sociais (1–13 de Janeiro)?

Semana 1 a 13 Janeiro 2026

Análise FOXP2 | 1–13 de janeiro de 2026

Os dados confirmam um padrão clássico de campanha: as interacções disparam sempre que há confronto, polémica ou frases fortes.

André Ventura continua a dominar claramente o espaço das 3 redes analisadas, com forte mobilização emocional.

João Cotrim de Figueiredo surge já com alguma erosão fruto, possivelmente, da visibilidade mediática menos positiva.

Os restantes candidatos mostram sobretudo engagement de nicho, com picos associados a momentos específicos da agenda.

Desde o arranque oficial da campanha, a 4 de janeiro, uma coisa fica clara: as redes recompensam mais o conflito do que a proposta programática.

Presidenciais 2026: Quem dominou a primeira grande semana digital do ano?

Semana 1 a 11 Janeiro 2026

Análise FOXP2 | 1–11 de janeiro de 2026

 

 

Presidenciais 2026: Análise de Conteúdo dos Posts Publicados em Dezembro

  • Mais de 2.000 posts analisados
  • Principais conclusões do estudo:
    • Em Dezembro, a comunicação política digital não foi feita para convencer novos eleitores;
    • A estratégia foi para manter presença, reforçar a identidade e não perder a relação com os seguidores;
    • As redes sociais funcionaram em Dezembro, menos como espaço de debate público e mais como espaço de relacionamento.
  • Utilização de Algoritmos de NLP (Natural Language Processing)
  • 18 páginas de análises e gráficos

Aceder gratuitamente ao estudo:

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Presidenciais 2026: O que Dezembro nos diz sobre a campanha?

Semana 1 a 28 Dezembro 2025

O mês de Dezembro em relance:

André Ventura controla o megafone, outros controlam melhor a relação com o público.

O campo do centro e centro-direita (Seguro, Cotrim, Gouveia e Melo, Marques Mendes) mostra maturidade digital e consistência.

A esquerda (Catarina Martins, António Filipe, Jorge Pinto) explora bem causas e nichos, com comunidades pequenas mas muito reactivas.

1. Ranking de seguidores: Ventura em modo “canhão”

Nos seguidores totais, não há grande dúvida:

  1. André Ventura está numa divisão à parte, com uma base gigantesca;
  2. Depois, um segundo pelotão formado por Catarina Martins e João Cotrim de Figueiredo;
  3. Num escalão intermédio aparecem António José Seguro, Gouveia e Melo, Marques Mendes, António Filipe e Jorge Pinto.

Em termos de percepção pública, isto significa que:

  1. a direita populista e as figuras mais mediáticas continuam a dominar o top-of-mind;

  2. mas o campo não está deserto para os restantes – apenas menos vistoso à primeira vista.

2. Crescimento de seguidores: o jogo ainda está aberto

Quando passamos do stock ao fluxo. Quem está a ganhar seguidores agora?

  1. Ventura ainda é o maior íman de novos seguidores.

  2. Cotrim de Figueiredo e Catarina Martins mostram um ritmo de crescimento muito competitivo, provando que há procura por alternativas mais programáticas.

  3. Jorge Pinto volta a aparecer bem posicionado, o que reforça a eficácia das campanhas de nicho com mensagem clara.

  4. Gouveia e Melo, Marques Mendes, António José Seguro e António Filipe não explodem, mas crescem de forma sólida e continuada.

Não há monopólio da atenção nova. Quem tiver disciplina de conteúdo ainda pode ganhar terreno.

3. Taxa de engagement: a liga da eficiência

Na taxa de engagement (interacções por seguidor), o pódio muda de cor:

  1. Gouveia e Melo lidera a eficácia, conseguindo tirar muito partido de uma comunidade de dimensão média.

  2. Cotrim de Figueiredo aparece logo a seguir, com uma base altamente reactiva a debates, entrevistas e posições fortes.

  3. António José Seguro completa o top 3, provando que o registo mais institucional ainda funciona se for consistente.

  4. António Filipe, Catarina Martins e Marques Mendes apresentam também taxas de engagement robustas.

  5. Jorge Pinto e André Ventura ficam abaixo deste bloco, e Joana Amaral Dias é penalizada por uma comunidade grande mas pouco activa nesta fase.

4. Deep engagement: quem vive permanentemente em debate público?

Quando olhamos para o número de comentários, o chamado deep engagement, o gráfico volta a ter um campeão isolado:

  1. André Ventura acumula centenas de milhares de comentários, num misto de apoio fervoroso e oposição ruidosa.

  2. Depois surgem António José Seguro, Gouveia e Melo e Marques Mendes com volumes relevantes.

  3. Um segundo bloco, com António Filipe, Cotrim de Figueiredo, Jorge Pinto e Catarina Martins, mantém a conversa viva, mas com menos intensidade.

Vale a pena separar dois mundos:

  1. Comentários de apoio vs. conflito: em André Ventura, a fricção é parte do modelo de negócio político.

  2. Comentários programáticos: mais frequentes em Gouveia e Melo, Seguro, Cotrim ou Jorge Pinto, onde se discutem propostas, experiência, liderança.

Para a reputação, isto significa:

  • mais comentários = mais visibilidade e mais risco;

  • quem domina o deep engagement está sempre a um post de distância de ser mais sensível a opiniões negativas ou positivas.

Presidenciais 2026: quem cresce, quem envolve e quem domina o feed?

Semana 1 a 21 Dezembro 2025

1. O que esta janela de três semanas nos diz sobre a campanha?

Algumas conclusões que a FOXP2 pode tirar deste período de 1 a 21 de Dezembro de 2025:

  1. Escala não é igual a eficiência. Ventura é imbatível em volume, mas não lidera na taxa de engagement.

  2. Candidatos com comunidades médias (Gouveia e Melo, Cotrim, Seguro) estão a trabalhar muito bem a relação com a sua base.

  3. Os outsiders ideológicos (como António Filipe ou Jorge Pinto) validam que nichos bem cuidados têm poder de agenda.

  4. Deep engagement é um indicador crítico de risco e oportunidade reputacional. Quem gera muitos comentários vive num permanente stress test público.

A campanha digital para Belém não é só quem fala mais alto. É, cada vez mais, quem consegue transformar atenção em conversa e conversa em convicção.

2. Ranking de seguidores: Ventura joga em outra liga

No ranking de seguidores, um nome salta imediatamente à vista:

  1. André Ventura surge com cerca de 2,28 milhões de seguidores, muito à frente de todos os restantes.

  2. No segundo lugar, Joana Amaral Dias, que já não é candidata, aproxima-se dos 394 mil.

  3. Seguem-se Catarina Martins (≈208 mil) e João Cotrim de Figueiredo (≈174 mil).

  4. Num patamar mais abaixo, mas ainda relevante, surgem António José Seguro, Gouveia e Melo, Marques Mendes, António Filipe e Jorge Pinto.

Em termos de escala bruta, a direita populista e as figuras mais mediáticas continuam a dominar o top-of-mind digital.

3. Crescimento de seguidores: a frente não está fechada

Quando passamos ao fluxo de novos seguidores, o cenário fica mais competitivo:

  1. André Ventura mantém a liderança, com cerca de 42,8 mil novos seguidores no período.

  2. Cotrim de Figueiredo (≈27,9 mil) e Catarina Martins (≈24,4 mil) mostram um dinamismo forte fora da “bolha Ventura”.

  3. Jorge Pinto cresce cerca de 15,4 mil seguidores, confirmando que as campanhas de nicho também sabem ganhar escala.

  4. Gouveia e Melo, Marques Mendes, António José Seguro e António Filipe apresentam crescimentos mais moderados, mas consistentes.

Ou seja: Ventura é o maior íman, mas há vários candidatos a conseguir crescimento orgânico saudável.

4. Taxa de engagement: Gouveia e Melo e Cotrim lideram a eficiência

Quanto à taxa de engagement, ela muda completamente o pódio:

  • Gouveia e Melo lidera com cerca de 57,8% de taxa de engagement.

  • Logo atrás surge Cotrim de Figueiredo com 52,6%.

  • António José Seguro fecha o top 3 com 47,4%.

  • António Filipe (≈30,4%), Catarina Martins (≈26,0%) e Marques Mendes (≈25,6%) mantêm também desempenhos muito sólidos.

  • Jorge Pinto (≈18,6%) e André Ventura (≈17,7%) ficam abaixo deste grupo em termos relativos.

Aqui, a leitura é clara: em custo de atenção, perfis como o de Gouveia e Melo, Cotrim ou Seguro estão a obter  muito mais interacções por seguidor do que o líder em volume.

5. Deep engagement: quem é realmente discutido?

No número de comentários, que mede o chamado deep engagement, o gráfico volta a ser dominado por um só nome:

  • André Ventura acumula mais de 325 mil comentários, num efeito de tempestade permanente.

  • Muito lá atrás, mas ainda assim com números relevantes, surgem António José Seguro (≈23,4 mil), Gouveia e Melo (≈17,1 mil), Joana Amaral Dias (≈16,5 mil) e Marques Mendes (≈15,4 mil).

  • António Filipe, Cotrim, Jorge Pinto e Catarina Martins formam um segundo bloco de conversa intensa, entre os 8 e os 14 mil comentários.

É importante distinguir 2 tipos de comentário:

  • Apoio vs conflito – em Ventura, a mistura de militância e oposição gera uma máquina de polémica que o algoritmo adora.

  • Comentários programáticos e informativos – mais visíveis em Gouveia e Melo, Seguro, Cotrim ou Jorge Pinto, onde a discussão tende a focar-se mais em propostas e posicionamentos.

 

Presidenciais 2026: crescer não é o mesmo que mobilizar

Semana de 1 a 14 Dezembro

Entre 1 e 14 de dezembro, os dados das redes sociais revelam duas dinâmicas muito claras na corrida presidencial: quem está a crescer em volume e quem está a conseguir mobilizar comunidades. E nem sempre são os mesmos candidatos.

Há dois vectores estratégicos. O crescimento mede capacidade de expansão e visibilidade. A taxa de engagement mede força relacional e mobilização.

Crescimento de Seguidores

No crescimento de seguidores, André Ventura destaca-se de forma expressiva. Lidera isolado, confirmando uma estratégia digital altamente eficaz em alcance, polarização e visibilidade contínua. A sua comunicação mantém um ritmo elevado e um discurso que converte atenção em seguidores novos. Um ativo relevante nesta fase inicial.

Logo atrás surgem Cotrim Figueiredo e Catarina Martins, ambos com crescimentos muito sólidos. No caso de Catarina Martins, o crescimento sugere uma reativação clara da sua base digital, com conteúdos que voltam a circular e, a gerar interesse fora do núcleo duro tradicional. Já Cotrim Figueiredo confirma consistência: menos ruído, mais eficiência.

Taxa de Engagement

Mas quando olhamos para a taxa de engagement, o cenário muda. Jorge Pinto e António Filipe lideram destacadamente, com taxas muito acima da média. Isto indica comunidades pequenas, mas altamente envolvidas. Comentam, reagem e interagem de forma intensa. Aqui, o algoritmo não é conquistado pelo volume, mas pela proximidade.

Candidatos com grandes audiências, como André Ventura, apresentam taxas de engagement mais moderadas. Nada de surpreendente: quanto maior a base, mais difícil é manter níveis elevados de interação proporcional.

Há dois vectores estratégicos. O crescimento mede capacidade de expansão e visibilidade. A taxa de engagement mede força relacional e mobilização.

As Presidenciais 2026 estão, para já, a ser jogadas em dois tabuleiros distintos. A campanha que vencer será, muito provavelmente, aquela que conseguir ligar os dois: crescer sem perder envolvimento. E isso, como sabemos, é a parte difícil.

Presidenciais 2026: Ventura domina o volume, mas não é o único a ganhar a semana nas redes

Presidenciais 2016
Período em análise: 1 a 7 Dez 2015

A corrida para Belém em 2026 está a jogar-se, cada vez mais nas redes sociais. Na semana de 1 a 7 de Dezembro de 2025, a FOXP2 mostra um campo presidencial altamente competitivo nas redes sociais, com estratégias muito distintas entre candidatos e, uma assimetria enorme entre volume e qualidade de engagement (envolvimento).

Ao mesmo tempo, as sondagens apontam para um cenário de grande fragmentação. Esta tensão entre dados de sondagens e dinâmica digital é o pano de fundo da semana.

O que a semana nos disse:

1. Ventura é o rei do volume, mas não monopoliza a atenção qualificada. Outros candidatos conseguem taxas de resposta mais altas com bases menores. Um sinal de nichos muito motivados.

2. O centro político está a aprender a jogar nas redes sociais. Cotrim, Seguro e Marques Mendes usam debates, newsletters e conteúdos em formato storytelling para tentar compensar a menor radicalização das suas mensagens.

3. Influência cruzada entre TV, rua e feed. As curvas de engagement acompanham de perto os momentos televisivos fortes, mas a forma como cada candidato recicla esses momentos nas redes faz a diferença.

4. Candidatos outsider scom comunidades pequenas, mas densas (como Jorge Pinto), podem não ganhar a eleição, mas moldam a agenda temática, forçando os favoritos a responder a temas como clima, democracia participativa ou imigração.

5. Para a próxima semana, o desafio para todos os candidatos é o mesmo: transformar picos de atenção em narrativas consistentes.

1. Quem ganhou a semana em volume: a máquina Ventura

No ranking de engagement total, André Ventura surge num campeonato próprio, com mais de um milhão de interacções na semana analisada, várias vezes acima do segundo classificado. O seu ecossistema digital continua a funcionar como um movimento de militância, altamente mobilizado e habituado a reagir e partilhar em massa.