Na 2ª volta a publicação dos indicadores será diária

Semana 1 a 15 Janeiro 2026
Análise FOXP2 | 1–15 de janeiro de 2026

Análise FOXP2 | 1–15 de janeiro de 2026

Análise FOXP2 | 1–13 de janeiro de 2026
Os dados confirmam um padrão clássico de campanha: as interacções disparam sempre que há confronto, polémica ou frases fortes.
André Ventura continua a dominar claramente o espaço das 3 redes analisadas, com forte mobilização emocional.
João Cotrim de Figueiredo surge já com alguma erosão fruto, possivelmente, da visibilidade mediática menos positiva.
Os restantes candidatos mostram sobretudo engagement de nicho, com picos associados a momentos específicos da agenda.
Desde o arranque oficial da campanha, a 4 de janeiro, uma coisa fica clara: as redes recompensam mais o conflito do que a proposta programática.
Análise FOXP2 | 1–11 de janeiro de 2026

Aceder gratuitamente ao estudo:
O mês de Dezembro em relance:
André Ventura controla o megafone, outros controlam melhor a relação com o público.
O campo do centro e centro-direita (Seguro, Cotrim, Gouveia e Melo, Marques Mendes) mostra maturidade digital e consistência.
A esquerda (Catarina Martins, António Filipe, Jorge Pinto) explora bem causas e nichos, com comunidades pequenas mas muito reactivas.
Algumas conclusões que a FOXP2 pode tirar deste período de 1 a 21 de Dezembro de 2025:
Escala não é igual a eficiência. Ventura é imbatível em volume, mas não lidera na taxa de engagement.
Candidatos com comunidades médias (Gouveia e Melo, Cotrim, Seguro) estão a trabalhar muito bem a relação com a sua base.
Os outsiders ideológicos (como António Filipe ou Jorge Pinto) validam que nichos bem cuidados têm poder de agenda.
Deep engagement é um indicador crítico de risco e oportunidade reputacional. Quem gera muitos comentários vive num permanente stress test público.
A campanha digital para Belém não é só quem fala mais alto. É, cada vez mais, quem consegue transformar atenção em conversa e conversa em convicção.
No ranking de seguidores, um nome salta imediatamente à vista:
André Ventura surge com cerca de 2,28 milhões de seguidores, muito à frente de todos os restantes.
No segundo lugar, Joana Amaral Dias, que já não é candidata, aproxima-se dos 394 mil.
Seguem-se Catarina Martins (≈208 mil) e João Cotrim de Figueiredo (≈174 mil).
Num patamar mais abaixo, mas ainda relevante, surgem António José Seguro, Gouveia e Melo, Marques Mendes, António Filipe e Jorge Pinto.
Em termos de escala bruta, a direita populista e as figuras mais mediáticas continuam a dominar o top-of-mind digital.
Quando passamos ao fluxo de novos seguidores, o cenário fica mais competitivo:
André Ventura mantém a liderança, com cerca de 42,8 mil novos seguidores no período.
Cotrim de Figueiredo (≈27,9 mil) e Catarina Martins (≈24,4 mil) mostram um dinamismo forte fora da “bolha Ventura”.
Jorge Pinto cresce cerca de 15,4 mil seguidores, confirmando que as campanhas de nicho também sabem ganhar escala.
Gouveia e Melo, Marques Mendes, António José Seguro e António Filipe apresentam crescimentos mais moderados, mas consistentes.
Ou seja: Ventura é o maior íman, mas há vários candidatos a conseguir crescimento orgânico saudável.
Quanto à taxa de engagement, ela muda completamente o pódio:
Gouveia e Melo lidera com cerca de 57,8% de taxa de engagement.
Logo atrás surge Cotrim de Figueiredo com 52,6%.
António José Seguro fecha o top 3 com 47,4%.
António Filipe (≈30,4%), Catarina Martins (≈26,0%) e Marques Mendes (≈25,6%) mantêm também desempenhos muito sólidos.
Jorge Pinto (≈18,6%) e André Ventura (≈17,7%) ficam abaixo deste grupo em termos relativos.
Aqui, a leitura é clara: em custo de atenção, perfis como o de Gouveia e Melo, Cotrim ou Seguro estão a obter muito mais interacções por seguidor do que o líder em volume.
No número de comentários, que mede o chamado deep engagement, o gráfico volta a ser dominado por um só nome:
André Ventura acumula mais de 325 mil comentários, num efeito de tempestade permanente.
Muito lá atrás, mas ainda assim com números relevantes, surgem António José Seguro (≈23,4 mil), Gouveia e Melo (≈17,1 mil), Joana Amaral Dias (≈16,5 mil) e Marques Mendes (≈15,4 mil).
António Filipe, Cotrim, Jorge Pinto e Catarina Martins formam um segundo bloco de conversa intensa, entre os 8 e os 14 mil comentários.
É importante distinguir 2 tipos de comentário:
Apoio vs conflito – em Ventura, a mistura de militância e oposição gera uma máquina de polémica que o algoritmo adora.
Comentários programáticos e informativos – mais visíveis em Gouveia e Melo, Seguro, Cotrim ou Jorge Pinto, onde a discussão tende a focar-se mais em propostas e posicionamentos.