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Presidenciais 2026: crescer não é o mesmo que mobilizar

Semana de 1 a 14 Dezembro

Entre 1 e 14 de dezembro, os dados das redes sociais revelam duas dinâmicas muito claras na corrida presidencial: quem está a crescer em volume e quem está a conseguir mobilizar comunidades. E nem sempre são os mesmos candidatos.

Há dois vectores estratégicos. O crescimento mede capacidade de expansão e visibilidade. A taxa de engagement mede força relacional e mobilização.

Crescimento de Seguidores

No crescimento de seguidores, André Ventura destaca-se de forma expressiva. Lidera isolado, confirmando uma estratégia digital altamente eficaz em alcance, polarização e visibilidade contínua. A sua comunicação mantém um ritmo elevado e um discurso que converte atenção em seguidores novos. Um ativo relevante nesta fase inicial.

Logo atrás surgem Cotrim Figueiredo e Catarina Martins, ambos com crescimentos muito sólidos. No caso de Catarina Martins, o crescimento sugere uma reativação clara da sua base digital, com conteúdos que voltam a circular e, a gerar interesse fora do núcleo duro tradicional. Já Cotrim Figueiredo confirma consistência: menos ruído, mais eficiência.

Taxa de Engagement

Mas quando olhamos para a taxa de engagement, o cenário muda. Jorge Pinto e António Filipe lideram destacadamente, com taxas muito acima da média. Isto indica comunidades pequenas, mas altamente envolvidas. Comentam, reagem e interagem de forma intensa. Aqui, o algoritmo não é conquistado pelo volume, mas pela proximidade.

Candidatos com grandes audiências, como André Ventura, apresentam taxas de engagement mais moderadas. Nada de surpreendente: quanto maior a base, mais difícil é manter níveis elevados de interação proporcional.

Há dois vectores estratégicos. O crescimento mede capacidade de expansão e visibilidade. A taxa de engagement mede força relacional e mobilização.

As Presidenciais 2026 estão, para já, a ser jogadas em dois tabuleiros distintos. A campanha que vencer será, muito provavelmente, aquela que conseguir ligar os dois: crescer sem perder envolvimento. E isso, como sabemos, é a parte difícil.